Não sei como começar esse texto e nem sei como organizar tudo que ta passando na minha cabeça. Eu tava relendo minhas postagens antigas e me lembrou o meu álbum preferido da Taylor Swift, o Red. Aquele álbum é como se fosse um álbum de memórias e esse blog também, é nÃtido o quanto eu mudei de lá pra cá e amadureci, afetivamente falando. Infelizmente comecei a vida de trouxa cedo demais e passei por coisas que eu não precisava ter passado ainda muito nova mas eu não consigo me arrepender nenhum pouco, de verdade. Me fizeram ser quem eu sou hoje. Voltando a analogia ao Red, eu percebi que só posto aqui quando eu to sentindo algo por alguém (tirando o post aleatórios das 15 coisas pra fazer antes do 30) e esse algo na maioria das vezes é algo que doi, machuca e essas coisas que sempre acontece comigo. Já faz um tempo que não apareço aqui, faz tempo que o meu coração não erra as batidas apenas por ver algum par de olhos especifico... mas 2019 foi um ano intenso, foi horrÃvel mas me fez crescer demais, irônico né? No meu último post eu tive algo parecido com uma epifania, eu gostava de um menino que não gostava de mim de volta, normal ne? Mas foi diferente. Uma coisa sobre mim é que meu primeiro relacionamento foi muito complicado, muito. E com 15 anos a minha visão de relações era que eu deveria me anular. Que eu não deveria falar o que eu sentia para não atrapalhar o outro, que eu deveria ignorar as coisas que eu pensava porque eram todas doideiras da minha cabeça. Que eu alucinava demais. E essa visão durou longos seis anos. Sim. Seis anos. Nesses seis anos eu me relacionei com algumas pessoas. Me anulei em todas essas relações. HorrÃvel ne? Mas a última foi diferente, eu disse que não faria mais isso e mesmo que desse tudo errado, e deu, pelo menos eu não tinha me enganado, não havia alucinações na minha cabeça. Havia sentimentos normais de uma menina normal que gostava de um menino (de caráter duvidoso). E em 2019, como eu disse um ano horrÃvel. Tranquei a faculdade, não trabalhei e fiquei em casa 90% dos dias, mas me fez uma pessoa mais forte. Uma pessoa que não esconderia mais os sentimentos e que simplesmente tacaria o foda-se se alguém me achasse trouxa, sentimental, doida ou intensa. Eu nasci assim, com os sentimentos a flor da pele e eu aprendi a amar isso. Eu acho lindo que mesmo com tantas decepções amorosas eu jamais deixei de acreditar no amor. Nunca perdi esperança nas pessoas. Pode ser óbvio para muitos, hoje em dia ta ficando cada vez mais pra mim e como esse blog é a minha evolução no quesito afeto, mais do que justo eu registrar isso aqui. Que venha mais sinceridade, mais “eu gosto de você e falo na sua cara!” e mais pessoas genuÃnas, como eu. Mais honestidade com os sentimentos. É o que eu desejo pra mim e pra você.
Falta dez dias para o fim do ano. Retirei os sisos a pouco tempo, to vivendo dias de tédio eterno. O que me restou foi escrever. O de sempre.
Meu ano foi intenso, não tomei as melhores decisões, me arrependo de algumas coisas. Mas não me culpo na hora elas fizeram sentindo e parecia ser a coisa certa a fazer.
Espero que isso não atrapalhe em algo. Dizem que nada acontece por acaso, tomara né?
Eu comecei um curso novo na faculdade esse ano, Geologia. Queria testar meus limites, sair da minha zona de conforto, e não é que acabei me apaixonando?
No mês que fiz 20 anos tive uma atitude impulsiva. Tipo, comprar passagens pro Rio sem pensar. Só pra ver o protagonista das histórias mais trágicas da minha vida. O mesmo que esqueceu do meu aniversário e me deixou quebrada esperando felicitações dele, que vieram depois, provavelmente com palavras vazias mas que me fizeram bem naquele momento.
Em junho tive meu primeiro campo da graduação, 4 dias em Caçapava do Sul. Eu lembro bem da primeira noite, queria ter agido de forma diferente, mas as coisas aconteceram do jeito que tinham que ser. Me interessei por um menino, mas ele não precisa saber disso. Um dia talvez ele tenha acesso a essa memória.
Um mês depois viajei pro Rio, viver o amor da minha vida. Que só existiu na minha cabeça. Não vou negar, foi incrÃvel e necessário. Eu precisava disso, dessa sensação de que terminou. De que eu tive um fim. Os pingos no is, as cartas na mesa. Voltei pra casa tão leve. Como se nada pudesse me afetar. Mas afetou, claro que afetou. Como sempre na minha vida, alguma coisa da um jeito de me afetar. Tipo perder o estágio. Me apaixonar pelo meu professor quinze anos mais velhos. Coisas que dariam um ótimo enredo para a netflix.
Até que eu cansei, queria me entregar mais. Viver mais, deixar o medo de lado. Espero ter conseguido de alguma forma. Espero que venha coisas boas pra 2019. Um emprego que me proporcione coisas boas, amizades que me mostrem um novo jeito de enxergar a vida. Um amor leve que haja trocas. Que eu aprenda a perdoar.
Meu ano foi intenso, não tomei as melhores decisões, me arrependo de algumas coisas. Mas não me culpo na hora elas fizeram sentindo e parecia ser a coisa certa a fazer.
Espero que isso não atrapalhe em algo. Dizem que nada acontece por acaso, tomara né?
Eu comecei um curso novo na faculdade esse ano, Geologia. Queria testar meus limites, sair da minha zona de conforto, e não é que acabei me apaixonando?
No mês que fiz 20 anos tive uma atitude impulsiva. Tipo, comprar passagens pro Rio sem pensar. Só pra ver o protagonista das histórias mais trágicas da minha vida. O mesmo que esqueceu do meu aniversário e me deixou quebrada esperando felicitações dele, que vieram depois, provavelmente com palavras vazias mas que me fizeram bem naquele momento.
Em junho tive meu primeiro campo da graduação, 4 dias em Caçapava do Sul. Eu lembro bem da primeira noite, queria ter agido de forma diferente, mas as coisas aconteceram do jeito que tinham que ser. Me interessei por um menino, mas ele não precisa saber disso. Um dia talvez ele tenha acesso a essa memória.
Um mês depois viajei pro Rio, viver o amor da minha vida. Que só existiu na minha cabeça. Não vou negar, foi incrÃvel e necessário. Eu precisava disso, dessa sensação de que terminou. De que eu tive um fim. Os pingos no is, as cartas na mesa. Voltei pra casa tão leve. Como se nada pudesse me afetar. Mas afetou, claro que afetou. Como sempre na minha vida, alguma coisa da um jeito de me afetar. Tipo perder o estágio. Me apaixonar pelo meu professor quinze anos mais velhos. Coisas que dariam um ótimo enredo para a netflix.
Até que eu cansei, queria me entregar mais. Viver mais, deixar o medo de lado. Espero ter conseguido de alguma forma. Espero que venha coisas boas pra 2019. Um emprego que me proporcione coisas boas, amizades que me mostrem um novo jeito de enxergar a vida. Um amor leve que haja trocas. Que eu aprenda a perdoar.
Uma história de 5 anos. Queria poder dizer que ela é linda. Que faz total sentindo. Mas não. Quando pensei que já tinha superado tudo. Que tudo ja havia ficado para trás, eu até mudei de codade...
Exato. Ja escrevi uma vez que sentimentos não morrem, eles viram outros sentimentos. Você se tornou a falta. A falta que sinto da minha cidade natal. Ficou um buraco em mim quando fui embora e você supre isso. A nossa relação afetiva. Aquela coisa que eu preciso quando sinto falta. Por isso a ligação.
"Nooooossa Mari você mudou muito quando foi pro Sul!" Uma coisa que me deixa irrita é as vezes eu falar "Ah por que você não sai do Rio?" e as respostas são sempre as mesmas: "Deixar o Rio? Nunca!" "Não consigo eu amo aqui!" "Não sairia daqui por nada." "Não me vejo mudando de estado." E de fato nem é por ser o Rio, mas sim por ser nossa cidade natal. A questão é que ninguém me perguntou se eu queria deixar isso pra trás. Eu só tive que deixar. Só tive que arrumar as malas e vir. Não tive tempo pra me preparar. No mês seguinte eu ia para o avião e ponto. Ia deixar uma vida inteira, tudo o que eu tinha pra trás. "Mudar de cidade não tem nada demais." Tem. E sim vou dar uma de Demi Lovato, o sentimento de deixar tudo pra trás, só quem já passou sabe como é, então não, ninguém sabe pelo o que eu passei nos primeiros dias.
Então, pra você que achou feio eu ter mudado tanto meu jeito de agir quando vim pra cá, é claro que eu ia mudar. Uma coisa é ter que deixar pra lá um ex-namorado que fez mil coisas erradas, aliás, é muito fácil esquecer quando há erros. Mas e quando você é obrigada a desapegar pessoas que te fizeram bem? Sair da escola que começou o ensino médio simplesmente porque é obrigada? Deixar um curso pra trás? Isso mexe com o psicológico. Até da pessoa mais centrada do mundo. Eu diria, hoje, depois de um ano, que foi uma mudança boa. No inÃcio foi bem difÃcil, passar o aniversário sozinha, ir pro terceiro e último ano em uma escola totalmente nova com pessoas que você nunca viu na vida com costumes diferentes dos seus. Isso mexe com a pessoa. Isso gera um amadurecimento.
Quando vim pra São Leopoldo passear outras vezes em outros anos, era uma experiência totalmente diferente. Mas morar me deu certos medos. Mas que, felizmente, foram vencidos ao longo do tempo.
Uma das coisas mais difÃceis pra mim no Sul, foi lidar com as pessoas. Meus amigos sempre falavam que eu ia me dar bem e fazer amizade rápido aqui, por eu ser falante até demais. Não foi bem assim...A diferença entre um carioca e um gaúcho é enorme.Cariocas dão dois beijos, gaúchos dão um, vocês não sabem quantas pessoas eu quase beijei nesse tempo, triste .No Rio, as pessoas são acolhedoras, simpáticas, agitadas, comunicativas e por aà vai.... Aqui as pessoas são totalmente reservadas. Até que você pega intimidade, depois isso muda, um pouco, mas muda. E pra mim, que estava acostumada a chegar na escola e falar com todo mundo, foi literalmente um saco lidar com pessoas, aparentemente, monótonas. Mas isso pelo menos passou. As pessoas, literalmente se tornam meio retardadas quando conhecem alguém de outra cidade. "Fala biscoito!" "bixxxcoito" e elas acham isso maravilhoso, super engraçado (beijo Beatriz, que já deve imaginar minha reação pra isso haha). Mas com o tempo fui me adaptando com essas pessoas queridas (nem tanto).
Nunca fui aquele tipo de pessoa que lidava bem com partidas. Sempre ficava mal. Quando cheguei aqui nos primeiros dias, eu passava a maioria das noites chorando. Ir pra um lugar que você não conhece nada, se perde até pra ir pra casa e não conhece ninguém, no inÃcio é assustador. Depois, divertido(ou nem tanto, um desses perdidos meu me fizeram ser assaltada, história pra outro parágrafo). Vir pra São Leopoldo, certamente me fez uma pessoa mais madura para lidar com ciclos. Ciclos terminam. Meu ciclo no Rio, terminou (temporariamente?). Mas não significava que as pessoas que eram importantes pra mim deixariam de ser como eu achava que ia acontecer quando eu estava no avião em algum lugar no céu quando vim pra cá. Elas iam sempre estar ali, não fisicamente. Mas iam estar e jamais perderiam a importância pra mim.
Um ano aqui me fez passar por tantas coisas novas e aprender tantas coisas diferentes que não sei se teriam acontecido se eu tivesse continuado na minha cidade. Ainda tenho aversão a São Leopoldo (mas quando falam mal daqui eu defendo sempre). Mas não trocaria pelas coisas que eu aprendi, amadureci e nem pelas pessoas que conheci. E por todas histórias que eu passei. Todas as vezes que me perdi nessa cidade (mesmo sendo um ovo de tão pequena). Ainda tô meio revoltada mas passou, eu ia para 28 de Setembro, todo o dia a 17h, quem é do Rio sabe do que eu tô falando e o quanto aqueles lados de Vila Isabel, Maracanã e Tijuca é perigoso, e eu sempre de boa, com celular na mão no ponto de ônibus e sobrevivi. Mas Mariana, foi ser assaltada aqui no Sul, life's things.
Só tenho a agradecer a todos que me ajudaram a superar essas coisas nesse um ano e me aguentaram no inÃcio da minha vida aqui, sou bem chata quando tô revoltada, as pessoas que eu conheci aqui e por terem me recebido tão bem. Um ano que valeu muito a pena. E que deixou minha vida de cabeça pra baixo da melhor forma possÃvel, obrigada por isso. E um conselho que dou pra quem diz que não sai da cidade natal por nada: façam isso! Tem coisas que acho que a gente só amadurece e entende, saindo da zona de conforto. <3 amo todox
Quando você é criança sempre perguntam o que você quer ser quando crescer. Eu sempre disse que queria ser médica. Quando eu comecei a assistir House na tv todo dia, ás 13h da tarde fielmente o desejo só aumentou. Claro que Medicina não é o que a gente assiste em uma temporada de House ou Greys Anatomy. Mas serviu de algo para inspiração. Nunca fui muito o tipo de pessoa que se dedicava muito aos estudos. E hoje, depois que eu tive minha primeira aula na cadeira de Anatomia, eu vejo que medicina realmente não é pra mim. Eu estudava, quase sempre estava na média e nala além disso.
Ai eu comecei a ler um livro quando eu tinha treze anos, '' O Mundo de Sofia" esse livro mudou minha vida. É um livro que conta a história de Sofia, uma menina norueguesa que recebe cartas de um filósofo Albert Knox e a cada capÃtulo do livro você aprende uma lição nova sobre filosofia ocidental, desde os pré-socráticos aos pós-modernos. É um livro confuso, li e reli várias vezes. Aconselho você ler duas vezes, no mÃnimo. Uma conhecendo a história e entendendo a relação entre Sofia, Albert e Hilde e a outra ignorando essa parte e focando apenas no conhecimento. O livro em um determinado momento cita Freud, e fala, de uma forma breve, sobre psicanálise. Foi o meu ponto de partida para estudar mais sobre. Até então eu nunca tinha pensado em Psicologia. Já tinha ido em terapeuta antes e não havia gostado da experiência. Acabei lendo bastante sobre Freud e sobre o inconsciente.
Um ano mais tarde, numa aula sobre sistema nervoso, ainda no fundamental, uma professora (que até hoje foi uma das minhas preferidas e inesquecÃveis pra mim), estava respondendo alguma pergunta sobre o emocional. Situações que imaginamos e pensamos muito sobre alguma coisa no nosso corpo e ela acaba acontecendo. Quando seu corpo está tudo bem, mas você se sente doente. Não lembro direito a resposta dela porque faz muito tempo. Mas lembro que achei aquilo tudo muito fascinante e com certeza queria me aprofundar mais sobre.
Porém, a mente de uma pessoa de catorze anos pra uma de quinze muda muito, e por aà vai. Acho que todo mundo, mesmo quem não me conhece tão bem assim, sabe o quanto eu sou apaixonada por escrever. Houve uma parte da minha vida que eu queria me aprofundar mais disso e talvez me formar em Letras ou Jornalismo. Mas vi que aquilo não era pra mim. Ainda amo de paixão escrever. É algo que eu sinto que eu consigo expressar meus sentimentos. E é algo como hobby para mim. Acho que quem pratica muito a Arte, seja escrevendo, compondo, dançando, pintando..., trabalha de uma forma muito melhor quando está passando por algo na vida, pelo menos na escrita é muito mais fácil de se expressão quando se está triste. Quando se está feliz você apenas quer curtir aquele momento, já tentei escrever quando eu estava passando por momentos muito bons na minha vida e eu simplesmente não conseguia conectar as frases. Nada ficava bom o suficiente pra eu achar que deveria publica-lo. Logo, acho que a escrita, é algo da minha vida que eu sempre vou levar comigo. Independente da minha escolha acadêmica.
Falando mais sobre a mente, psicanálise e entre outros, logo após de eu ter visto a grade de jornalismo eu vi que aquilo, realmente, não era pra mim. Decidi fazer Psicologia. E realmente foi uma das melhores decisões que tomei nessa vida de 17 anos. Pensei em fazer Direito porque gosto muito de psicologia forense. Mas não é a mesma coisa. Eu vejo o quanto de gente conversa comigo diariamente, vejo o quanto meus textos já ajudaram pessoas, e eu fico eternamente lisonjeada com isso. Só vejo Psicologia sendo a coisa certa pra mim. Foi um curso que, não é de comunicação, mas que eu vi maneiras de juntar duas coisas que eu gosto em uma só. A ciência psicológica com a arte de escrita, e não é que deu certo? <3 Fico contente por hoje eu ser capaz de ver pontes, quando na verdade eu só via paredes.

